o riachense

Quinta,
26 de Maio de 2022
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Ribeira da Boa Água: pode ser que a chuva ajude

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A situação da poluição da Ribeira da Boa Água, que serve de exemplo lamentável do estado de degradação de tantas linhas de água na região, continua por resolver.
Multiplicam-se as pressões populares, como na Assembleia Municipal do passado dia 17, onde compareceram inúmeros moradores de Carreiro da Areia, Meia Via e Nicho, as povoações onde mais se fazem sentir os cheiros nauseabundos e por onde deslizam as manchas de um líquido impossível de classificar, o caso ganha contornos públicos, com as notícias plantadas pelas agências de comunicação que trabalham para as empresas acusadas de serem as causadoras daquela desgraça, e com a intervenção de organismos ambientalistas, como a Quercus, que se juntam às populações locais a exigir o rápido fim das práticas ilegais que destroem os nossos recursos, mas pouco se avança na prática.
Na passada semana, foi notícia mais uma ordem do Ministério do Ambiente para a cessação imediata das descargas ilegais da Fabrióleo, que deve ter sido tão cumprida como todas as ordens semelhantes anteriormente emitidas pelas autoridades, identificando mais um conjunto de outras unidades industriais que fazem daquela ribeira o seu esgoto.
A Fabrióleo continua a argumentar a sua inocência e bondade, por mais vezes que as polícias e as entidades oficiais continuem a identificar esta empresa como uma das responsáveis, se não for mesmo a principal, causadora de descargas poluidoras. Para as populações locais, essa dúvida nem se coloca e fizeram questão de o afirmar alto e bom som na referida reunião da Assembleia, perante a habitual oratória de Pedro Ferreira à volta das questões legais e processuais que tudo dificultam e tudo demoram, mas comprometendo-se com a limpeza, às custas da Câmara, de um troço de quatro quilómetros da ribeira...
E com muita fé no estado de direito e na acção das instituições, pois claro.
Entretanto, começou a chover com fartura. Pode ser que tudo comece a diluir-se melhor, e o cheiro se vá dissipando também. Até ao próximo Verão, alguém há-de conseguir fazer alguma coisa...

Actualizado em ( Terça, 08 Novembro 2016 17:21 )  
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