o riachense

Quinta,
26 de Maio de 2022
Tamanho do Texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size

João Carlos Lopes fez uma etnografia da música moderna em Torres Novas

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
João Carlos Lopes a acompanhar um histórico da música em Torres Novas: João Espanhol

Era agora ou nunca, diz Carlos Simões Nuno no prefácio do livro Nós Queríamos Ser Artistas – Para uma história da música moderna em Torres Novas (1945-1982), referindo-se ao faro do autor para identificar a “urgência histórica” de registar os episódios decisivos e os protagonistas da chamada música moderna em Torres Novas, através das suas próprias memórias e palavras.
 
Dando naturalmente mais detalhe aos principais nomes da música torrejana, o livro aborda a história de conjuntos como o Níger, que nos anos 1980 chegou a ser um dos conjuntos há mais tempo no activo em Portugal, os Kalyfas, os Gringos, ou a biografia de João José “Espanhol”, “uma estrela nascida no Ribatejo”, que mereceu uma dedicatória especial no livro.
 
O lançamento daquele que pode bem ser o best-seller de João Carlos Lopes foi no dia 24 de Outubro no Estúdio Alfa, na presença de quase 200 pessoas que encheram o auditório para ver desfilar no palco artistas como os TRB, Denis, Sílvia Alcobia, Vítor Xarepa com Vanessa Ribeiro e Artur com Lucas Lemos ou para testemunhar a interpretação de Lisboa, Menina e Moça por João “Espanhol” que, aos 86 anos, ainda domina o microfone como quando era um jovem artista de variedades e vocalista dos Níger.
 
Toda a festa foi uma celebração da música feita no concelho de Torres Novas, a propósito de um livro que é uma paixão mas também uma verdadeira etnografia, pela proximidade do investigador ao objecto estudado e por a história da música ser contada pelas palavras dos próprios protagonistas. Além das palavras, o livro vale ainda pelo magnífico acervo fotográfico que o autor conseguiu reunir, ilustrando cantores, grupos e espectáculos que dão o testemunho visual da época e dos seus protagonistas musicais.
 
João Carlos Lopes, também ele inscrito no livro enquanto músico pertencente a grupos desde os anos 70, vem publicando, há 30 anos, ensaios e livros que abordam temas da história e da cultura local, com especial atenção para as questões da cidade, da etnografia e do associativismo, em particular a história do futebol na região e da música popular no concelho de Torres Novas.
 
Um elemento ambicioso deste trabalho é a “pequena enciclopédia da música moderna em Torres Novas entre 1955-2014”, um anexo que conta com mais de 150 entradas que regista todos os nomes apurados pelo autor, cuja maior parte é, naturalmente, do período entre 1982 e os dias de hoje.
Inevitável seria o tom de homenagem – porque às vezes basta escrever sobre certas pessoas, com o intuito de fixar a sua história, para parecer logo uma homenagem - aos músicos que deixaram marcas com força suficiente para influenciar o rumo da história ou pelo menos da história dos conjuntos por onde passaram durante as décadas precursoras de 1950/60/70/80, como o já referido João “Espanhol”, o Xarepa ou o Manuel Abreu, um dos melhores guitarristas do concelho, que passou pelos Harém, Ogiva e Tempo e Modo, desaparecido prematuramente.
 
Nesta enciclopédia lá estão ao longo das décadas os nomes dos Alémmar (décadas de 90/2000), Almamente (90/2000), Atlantis (80), Banda 5, Banda Bar (2000), Bot’Abaixo (80/90), Mantra (2010), Nayr (década de 60, o conjunto riachense que ficou na história por ser na sua época o único com uma rapariga vocalista, Helena Costa Vieira), Ogiva (70/80), Orange Crush (90) Os Outros, Português Suave (2000/2010), Purgatório (80/90), Sadrega (80/90), Santa Boémia (90), Stromata (70), Telex (80), Tempo e Modo (70/80), Youthcandles (90/2000). Na secção de outras músicas, em que se inscrevem os artistas de géneros fora do âmbito do rock/pop/yeyé/moderna, lá estão, também nos músicos riachenses, a Célia Barroca, Pedro Barroso, Teresa Tapadas, as Cantadeiras, Cantigas de Cá, Nosyvozes, Cepa Torta ou Chão da Feira.
 


Actualizado em ( Quinta, 29 Outubro 2015 13:19 )  
{highslide type="img" height="200" width="300" event="click" class="" captionText="" positions="top, left" display="show" src="http://www.oriachense.pt/images/capa/capa801.jpg"}Click here {/highslide}

Opinião

 

António Mário Lopes dos Santos

Agarrem-me, senão concorro!

 

João Triguinho Lopes

Uma história de Natal

 

Raquel Carrilho

Trumpalhada Total

 

António Mário Lopes dos Santos

Orçamentos, coisas para político ver?
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária