o riachense

Tera,
05 de Julho de 2022
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José Júlio quer que a próxima Junta faça uma pressão contínua junto da Câmara

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No arranque da sua campanha eleitoral, os principais candidatos da lista do PS à Assembleia de Freguesia de Riachos fizeram um périplo pelos pontos negros da freguesia.
 
Politicamente, a única exigência que José Júlio Ferreira fez ao presidente da concelhia do PS, Pedro Ferreira, para aceitar ser candidato à presidência da Junta de Riachos pelo partido foi a realização a breve trecho das obras na Costa Brava (de saneamento básico e pavimentação, acima de tudo). Se isto não acontecer, diz, “vamos propor a mudança da Junta de Freguesia para um local na Costa Brava”, no que seria uma forma extrema de expor a continuidade da situação.
Aquelas obras são da responsabilidade da Águas do Ribatejo (AR), que já este ano anunciou o lançamento do respectivo concurso, mas José Júlio mostra-se convicto na capacidade de realização e influência da Câmara, ao dizer que “o que é preciso é pressionar”. 
Num périplo com os jornalistas pelos pontos negros da vila, o n.º1 e José Ferreira, o n.º2 para a Junta, dizem que será “um escândalo para qualquer candidatura que vença as eleições se isto não for arranjado, com tanto dinheiro que vai para Torres Novas...”.
As infra-estruturas “em que a povoação deveria assentar, mas que não existem ou deixam muito a desejar”, em especial no que respeita ao urbanismo e ao ambiente, é um tema que os candidatos querem agarrar com força.
No campo do ambiente, a actuação da Junta passa, nomeadamente, por pressionar a AR para fazer as duas Etar previstas (Unital e Costa Brava, sendo que esta abrangerá a Meia Via) e ter uma lista das situações de poluição actualizada mensalmente para, nesta periodicidade, fazer queixas às entidades competentes, tanto “nas ocorrências como nas situações permanentes”.
Os candidatos do PS visitaram a pequena Etar da zona industrial do Entroncamento, junto aos Casais Castelos, que não funciona. É um dos mais fortes focos de poluição a montante do ribeiro que atravessa Riachos, para o qual contribuem várias valas até chegar à famosa Vala das Cordas. Ali já perto, a grande maioria dos afluentes da fábrica do álcool vão directamente para a vala, dizem. Vai-se esperando pela Etar de Riachos, promessa de António Rodrigues que foi capa deste jornal há exactamente quatro anos.
 No que ao urbanismo diz respeito, os candidatos do PS mostram “ideias de como gostávamos de ver Riachos”. A maior parte das ideias são contudo, já planificações assumidas pelas autarquias riachenses e torrejana para o Plano Geral Director, mas que ainda dependem de muita reivindicação riachense e interesse camarário.
Nesse sentido, José Júlio e José Ferreira projectam a rua do Carreiro do Meio, pensada para ligar a Costa Brava à rua de São José e um outro arruamento que partirá dessa malograda rua até à Ladeira do Pinheiro. Visitaram a interrompida estrada junto à fábrica dos vinagres, que deveria ligar a zona industrial do Entroncamento ao terminal da MSC mas que termina na fronteira com a freguesia torrejana de Riachos. São 600 metros de estrada que a falta de interesse da Câmara em colaborar com o Entroncamento impede de colocar, e que daria muito jeito ao tráfego de pesados que agora passa dentro de Riachos para ir para o Entroncamento. 
Um plano de, teoricamente, mais fácil realização, é a construção de um pequeno jardim no terreno que é da Junta, por detrás da Capela dos Casais Castelos, onde existe um furo que permitiria a autonomia face à AR. “A falta de água nos jardins é outro escândalo”, diz José Júlio. “A AR não é pública mas para nós é como se fosse. É claro que tem de haver disciplina no uso da água, mas os jardins são públicos, como podem não ter água?”.
A viagem da candidatura do PS chegou também à rua das Padeiras, nos Casais Castelos. Tal como na Costa Brava, trata-se de uma obra necessária e claramente incomportável para a Junta. São da responsabilidade da Câmara e há que não parar de exigi-la, dizem.

 
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