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Quarta,
02 de Dezembro de 2020
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Campeãs dentro e fora do campo

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As futsalistas do Atlético Riachense tiveram de arregaçar as mangas de modo a conseguir angariar verbas para o sustento da secção, uma vez que esta época não teve qualquer apoio financeiro da direcção do Clube. Vendem rifas, calendários, fazem peditórios e organizam bailaricos, como aconteceu no sábado à noite, na Casa do Povo, onde festejaram a conquista de mais um título de campeãs distritais.
Em oito anos de existência, o futsal feminino já venceu mais títulos distritais que a equipa de futebol sénior ao longo de várias décadas. Desde 2002, as cachopas já acumularam quatro campeonatos, três taças do Ribatejo e três supertaças.
O último campeonato foi festejado no sábado, depois de um início de época algo conturbado, onde o futuro da secção esteve em risco devido a falta de apoios financeiros.
Como tal, Emídio Grilo, responsável pelo futsal feminino, dedica este título aos sócios e adeptos que ajudaram a secção: “Agradeço a todos os riachenses que nos apoiaram. Andamos a pedir de porta em porta e não existiu uma alma caridosa que recusasse. Quero também agradecer aos nossos patrocinadores: Conde Marques, Claudiseguros, Luz & Irmão, Luzes, Sumarconta e Churrasqueira Caniço”.
Segundo Emídio Grilo, para o sucesso foram decisivos a união do grupo, a harmonia entre atletas, muito trabalho e sobretudo a mão do treinador: “Foi o grande responsável porque manteve o grupo muito unido”.
No próximo fim de semana, o Atlético vai disputar a final four da Taça Ribatejo, mais um título que o responsável quer trazer para Riachos. E para isso conta novamente com o apoio dos riachenses em Constância: “É para ganhar e a apelo aos sócios e adeptos para irem puxar pela equipa que nos tem dado grandes alegrias. Em oito anos ganhámos dez títulos e esta época ainda podemos vencer mais uma taça e uma supertaça”.
Quanto à Taça Nacional, uma prova bem mais difícil, os objectivos são claros: “Temos dado uma boa imagem em épocas anteriores e este ano como já temos mais experiência, vamos tentar fazer o melhor possível. Passar à fase seguinte já não seria mau”.
O Atlético vai ter que jogar com uma equipa de Castelo Branco, outra de Leiria e uma dos Açores. As deslocações são longas e onerosas, principalmente às ilhas. Para isso, é preciso mais um esforço: “Estamos a organizar bailaricos e a vender rifas e calendários para angariar algumas verbas”, adianta Emídio Grilo.
Paulo Mira vai abandonar o Atlético no final da época por motivos profissionais e Emídio Grilo está já a acautelar a próxima temporada, apesar do futuro da secção depender da nova direcção do Clube, que tem eleições marcadas para 9 de Abril: “A contratação de um novo técnico está bem encaminhada, mas como ainda não está confirmada, não adianto o nome”.
Quanto a reforços, o responsável é claro: “As jogadoras que cá estão chegam. Mas se vier alguma nova terá que ser melhor do que as que temos”, finaliza.

Vitória em Fátima foi decisiva


Para Sandra Mesquita, capitã de equipa, este título teve um sabor especial. Depois do campeonato perdido para o CEF na época passada, foi precisamente em Fátima que o Atlético embalou para a liderança: “O campeonato não começou muito bem, cometemos alguns erros, mas a vitória em Fátima foi decisiva. O CEF tem uma excelente equipa e é fantástico vencê-la. Andamos muito tempo em terceiro lugar, mas suámos, lutámos, ganhámos e chegámos ao final campeãs. Como capitã, aproveito para dedicar o título às minhas colegas, directores e sobretudo a Emídio Grilo que fez um grande esforço pelo futsal”.
No sábado à noite, poucas horas depois da conquista do título, todo o plantel, directores e técnicos, celebraram merecidamente no bailarico organizado na Casa do Povo. Logo no início, Sandra Mesquita contou como iria ser a noite: “Vamos festejar, dançar e beber….águas (risos). Hoje é excepção e vamos abusar”.
Apesar da festa, as futsalistas também se envolveram na organização: “Como não há dinheiro, temos de lutar dentro de campo para ganhar jogos e também cá fora para angariar verbas”, explicou a capitã.
No próximo fim-de-semana, Sandra Mesquita diz que a equipa vai dar o máximo para conquistar mais um título: “Vamos jogar a meia-final com SL Cartaxo, uma equipa muito boa, mas temos de trabalhar forte para chegar à ganhar a final e conseguir a dobradinha”.

Paulo Mira abandona

O técnico Paulo Mira, treinador do Atlético durante três épocas, vai sair do clube no final da temporada por motivos profissionais. Venceu dois campeonatos, uma taça e uma supertaça, apesar de nunca lhe ter sido exigido qualquer título: “Tal como nas épocas anteriores, os responsáveis apenas me pediram para fazer o melhor possível em prol do espírito de grupo e da amizade, sem pensar em títulos. O grupo manteve-se unido e como prova disso, posso dizer que no fim dos jogos até vamos beber um copo. Mas não nos podemos esquecer das responsabilidades desta equipa do Atlético…que é ganhar sempre. Também queremos ganhar e temos vencido títulos”.
Apesar do sucesso, a actual temporada tem sido algo atípica, conforme explica o técnico: “Saíram algumas jogadoras e das que ficaram, quatro não podiam treinar por motivos profissionais ou por causa da escola, jogando apenas ao fim de semana. Fazia treinos com sete ou oito atletas no início da época, mas depois começámos a treinar com alguns jogadores do futsal masculino para ganhar mais ritmo. Treinámos bem e merecemos ganhar mais um título”.
No que diz respeito à Taça Ribatejo, Paulo Mira sabe que as suas jogadoras querem vencer o troféu e apesar de não lhe ter sido exigido pelos responsáveis, partilha da mesma opinião: “Seria ouro sobre azul conquistar a dobradinha”. 
Quanto à Taça Nacional, o treinador também se mostra ambicioso: “Há dois anos tivemos uma boa participação e este ano queremos melhorar, apesar irmos defrontar equipas muito fortes”.

Actualizado em ( Quarta, 17 Março 2010 19:54 )  
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