o riachense

Domingo,
29 de Novembro de 2020
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Resultados do Orçamento Participativo: sai um equipamento de 'fitness' para Riachos

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Máquinas de manutenção física vão ser instaladas no Jardim da Vila

O Orçamento Participativo teve em Riachos uma adesão bastante mais fraca que o esperado, atendendo à oportunidade de participação da população na escolha de projectos com interesse para a terra e à própria natureza destes projectos.
 
Apenas 196 votos, sensivelmente 5% do universo de riachenses com mais de 16 anos, a idade mínima para votar, manifestaram a sua preferência entre os três projectos em discussão. Ainda assim, a votação em Riachos foi um pouco superior à média do concelho (3,9%) e muito mais que nas duas freguesias da cidade, mas muito menos que em Assentis e em Chancelaria.
 
O projecto “Mais exercício, melhor saúde – equipamentos de fitness ao ar livre”, que pretende a instalação de equipamentos fixos de manutenção física no Jardim da Vila (Tocha), numa estimativa de custos de 17200€, ficou à frente na votação, embora por uma margem magra de apenas dois votos em relação ao “Controlo da proliferação das colónias de felinos errantes”, outro dos projectos em votação .
 
O projecto vencedor (que tinha sido proposto em separado por José Júlio Ferreira e Telma Martinho e fundido num só para ir a votos) recebeu 91 votos enquanto o segundo classificado, de Céu Simas, no valor de 17900€, conforme avaliação feita pelos serviços camarários, recebeu 89 votos. Foram os votos depositados na autarquia que deram a vitória à proposta de equipamentos de manutenção, dado que o projecto para a esterilização dos gatos teve mais votos feitos pela internet.
Já o “Monumento ao associativismo riachense” (da Comissão Perpetuar a Cultura Riachense, no valor de 18920€) uma escultura em ferro que seria para instalar também no Jardim da Vila, teve apenas 16 votos.

Os projectos recusados
Apenas aqueles três projectos foram aceites pela Câmara para votação em Riachos, cuja verba máxima atribuída no OP era 18920€, mas desta freguesia apareceram 13 propostas, a maioria das quais acabaram excluídas por não estarem de acordo com os regulamentos do Orçamento Participativo.
 
Duas delas foram excluídas com base no regulamento que dita que os projectos devem ser da responsabilidade da autarquia municipal e não de quaisquer instituições ou entidades. A recuperação do tecto da capela-mor da igreja paroquial, que está em estado avançado de degradação foi uma proposta de José Manuel Martins justificada, em parte, pela utilização da igreja para fins de interesse para a população em geral, como é o caso da Festa da Bênção do Gado, cuja próxima edição se realiza em Julho de 2016. O outro projecto, proposto por João Luz, pretendia a instalação de painéis solares na Junta de Freguesia para micro-geração de energia eléctrica, com os objectivos de aliviar a factura da luz da autarquia e incentivar as energias renováveis.
 
Outras três propostas foram recusadas por os proponentes não terem entregue declarações de autorização de utilização de terrenos pelos respectivos proprietários. Foi o caso do já conhecido projecto de José Farinha Paula para a construção de percursos pedestres em zonas rurais e de contacto com a natureza, sendo que este também implicava a participação de freguesias vizinhas. Também a implantação de hortas comunitárias de agricultura biológica em terrenos desaproveitados da vila, da autoria de Rita Luz, foi recusada pelo mesmo motivo. A proposta falava em fins pedagógicos e formativos e no aproveitamento dos saberes dos velhotes que têm hortas, ou tinham até há bem pouco tempo. Jaime Figueiredo também viu a sua proposta de construção de balneário de apoio ao rinque da Sopovo recusado por não haver documento de autorização do dono do terreno. De qualquer forma, o facto de a Cooperativa estar em insolvência desde Agosto seria logo à partida um entrave à autorização para este projecto. André Lopes também viu uma proposta para este espaço desportivo esbarrar no poste. Este contemplava uma remodelação do rinque, com a colocação de um piso novo, tabelas de basquetebol e lavabos.
 
Diferente era a proposta de José Rito: construção de um espaço cénico ao ar livre no Jardim da Vila. Da ideia de fazer um coreto naquele espaço e da conclusão de que tais estruturas são hoje em dia pouco práticas, Rito acabou por fazer uma proposta para um palco em alvenaria, mas a Câmara concluiu que a concretização de tal projecto excedia a verba atribuída.
 
Pelo mesmo motivo, por exceder a verba atribuída à freguesia no OP, Brígida Luz viu recusada a proposta de requalificação do largo da Igreja Velha. Segundo a proponente, tratava-se de uma proposta genérica para obras de reabilitação feitas dentro dos18920€ disponíveis e não para um projecto maior, mas a Câmara assim não entendeu.
Por fim, Alexandre Simas propôs um projecto para o espaço do parque das merendas Zé da Leonor, junto ao rio. Passava pela aquisição de um projecto ao gabinete de arquitectos que projectou o parque da Barquinha, no valor de cinco mil euros para, posteriormente, se ir executando conforme fosse havendo verba. Esta proposta foi excluída porque, segundo as regras do OP, não poderiam ser aceites propostas que fossem abrangidas por direitos de autor.
 
Actualizado em ( Terça, 15 Dezembro 2015 17:04 )  
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