o riachense

Quinta,
21 de Março de 2019
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Ricardo Triães

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Uma ideia para Riachos

Votar na nossa casa
 
Aceitando o repto d’O Riachense, aproveitei para reflectir sobre a actual situação da vila e da relação entre os riachenses e o poder local. A crescente abstenção (49,44% face aos inscritos), mais os votos nulos e brancos (7,25%) fez com que nas últimas eleições os votos nos partidos ou nas pessoas/movimentos de independentes se tenha reduzido a pouco mais de 40% dos inscritos. Dos 4589 inscritos nas últimas eleições, apenas 2320 votaram, e o presidente da junta de freguesia foi eleito com 787 votos, isto é, 17,1% dos riachenses que podiam votar.
 
Parece-me que a crescente falta de “voz” dos riachenses face ao poder local, tendo muitas origens, uma delas está na crescente desresponsabilização dos eleitores, começando no dia das eleições, com o facto de não se deslocarem à Casa do Povo. Que ironia, o povo pode votar na “sua” casa, mas nesse dia nem todos aparecem por lá. 
 
Um outro aspecto fundamental para que a relação entre os riachenses e o poder local seja cada vez mais fria, vem da falta de projectos da câmara municipal para o concelho, vulgarmente designado por descentralização. Existem coisas a centralizar, como forma racional de gestão dos parcos recursos, mas por outro lado há que criar condições em todo o concelho para que a centralização aconteça. A melhoria das condições económicas (como a fixação de empresas e a criação de postos de trabalho), sociais (melhores condições no acesso à saúde, assistência social, etc.), culturais (como a melhoria das condições de educação, acesso à biblioteca, museus, espectáculos, etc.), entre outras.
 
Os recursos financeiros transferidos para a junta de freguesia são parcos, motivo pelo qual o anterior executivo se demitiu. E o que vier não terá melhores condições. Se vencerem as cores do partido da câmara, melhor para esta, mas provavelmente pior para os riachenses. A falta de recursos financeiros do município, mas principalmente a falta de projectos sustentáveis e credíveis para o concelho, não permitem que se faça grande coisa fora da cidade. Ou então, faz-se qualquer coisa antes das eleições, daquelas que não interessam aos riachenses. Se quisessem ter contribuído para a melhoria das condições dos fregueses de Riachos tinham dado as condições ao anterior executivo evitando que este se demitisse.
 
Se vencer a oposição, logo se verá. Se o número de votantes aumentar,se aumentar a confiança e o sentimento de apego a esta vila, poderá construir-se algo mais para as pessoas. Fora do universo político-partidário é necessário fortalecer o associativismo e a interacção entre os riachenses, reforçando o sentido de comunidade. Para começar, não precisamos de muito, basta participar, votando. E não vale a pena lamentarmo-nos de que são todos iguais, que fazem todos o mesmo, quando muitos nem sequer votam. As ideias e os projectos estão aí, escolham o que melhor serve os interesses dos riachenses e sem demagogia.
 
 
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