o riachense

Sbado,
05 de Dezembro de 2020
Tamanho do Texto
  • Increase font size
  • Default font size
  • Decrease font size

Pedro Galrinho: “se o clube não começar a preparar a próxima época rapidamente, corre um sério risco de cair num marasmo total” Atlético Riachense

Enviar por E-mail Versão para impressão PDF
O capitão refere que a decisão dos jogadores era de levar o clube até ao fim da temporada

O Atlético não vai ter mais jogos esta temporada e os jogadores vão procurando outras opções para poderem continuar a ter competição. 
Bernardo Jorge e Fred foram para Santarém jogar no Empregados do Comércio. João Rodrigues rumou ao Fazendense enquanto dois dos jogadores mais influentes no Atlético na última década juntaram-se ao treinador Paulo Costa no Mação: o defesa Saúl, o médio Bruno Lemos. O avançado Freitas também foi para a terra dos presuntos e João Alves, um atleta que se fez um defesa de classe regional no Atlético, deverá rumar ao Pego.
Outra das saídas foi a do guarda-redes Pedro Abelho, formado na cantera, para o U. Tomar, juntando-se ao antigo companheiro, Telmo, que já lá está desde Dezembro. Também no fim do ano, antes de ser tomada a decisão da desistência, já os médios Mauro e Sandro tinham rumado ao Loures e ao Sesimbra, respectivamente, e Natalino e Marquitos também foram para clubes da zona de Lisboa.
 
Quanto à equipa técnica, ainda não é certa a continuação do treinador Rui Horta, que se lembre, está a cumprir estágio na área de preparação física.
E chegamos a dois decanos do clube que já não vão jogar mais com a camisola das listas: Carioca e Pedro Galrinho.
 
Carioca, aos 36 anos, confessou que decidiu “pendurar as botas” após a desistência do campeonato, mas o repto do amigo Nando Costa, treinador do Pego, foi mais forte e aceitou cumprir o resto da época ao serviço dos pegachos, que querem subir para a 1.ª divisão distrital. Vai fazer companhia a Murcela e Santana, e depois então abandonar o futebol.
 
Quem decidiu mesmo terminar já a carreira enquanto futebolista foi o capitão Pedro Galrinho, que nos últimos jogos não deu o contributo à equipa por estar a recuperar de uma lesão grave (ruptura muscular com 12 centímetros).
 
“Foi triste terminar desta forma, nenhum jogador idealiza terminar assim uma carreira ligada ao desporto desde criança, e com títulos, mas chegou o momento de dedicar mais tempo a quem sempre disponibilizou toda a compreensão para tantos dias e horas de ausência, a família”, disse a O RIACHENSE na ressaca da decisão.
 
O impacto da desistência nos jogadores foi de frustração, tal como é testemunhada pelo atleta: “o ambiente no grupo foi, como se deve imaginar, de tristeza, de desilusão, de angústia e até de algumas lágrimas… Se houve alguém que tudo fez para que a situação não fosse esta, foram os jogadores. Tudo fizemos para, aos domingos, representar a camisola alvi-negra com a maior responsabilidade, orgulho e dedicação, ainda que com as dificuldades que sempre nos debatemos desde o início da época, das quais muitos não são conhecedores”.
 
O defesa-central refere que a decisão dos jogadores era de levar o clube até ao fim da temporada, mesmo perante a falta de perspectivas de recuperação na classificação (o Atlético terminou a primeira fase em penúltimo, só com uma vitória). “Não tendo sido esse o desfecho, seguiram as suas vidas, porque assim tem que ser. O plantel do Riachense era de enorme qualidade e, uma vez que são jogadores com mercado, é normal que os clubes da região se tenham apetrechado com os melhores nas suas posições”.
 
O vazio que restou num grupo que se vinha consolidando nos últimos quatro anos deixa uma grande incógnita quanto à próxima época. No diagnóstico quanto à ligação afectiva dos jogadores e a um eventual regresso em Setembro para a participação no campeonato da 1.ª divisão distrital, Pedro Galrinho diz que “todos os jogadores que representaram o clube e ficaram a gostar dele, e principalmente aqueles que sentem o clube desde muito novos, parece-me que nunca vão fechar a porta ao Riachense. Mas, também me parece que o Riachense não tem as mesmas armas que têm outros clubes do distrito. Há clubes que todos os anos vêem chegar verbas de autarquias e de patrocinadores, o que em Riachos já não existe há muito tempo”.
 
Ao reafirmar que o Atlético não tem o “poderio financeiro que outros têm e já estão a demonstrar [na contratação dos jogadores]”, Pedro Galrinho frisa que “vai ser tremendamente difícil fazer regressar todos os jogadores que estiveram até ao fim. Mas não há impossíveis, porque jogador que passe pelo balneário do Riachense, não o faz por razões financeiras. Vai ficar sempre com enorme vontade de voltar, pela união, pelo companheirismo, pela amizade, pela família que sempre fomos. E isso vai ser mais visível agora que vão partilhar outros balneários”, reflecte em jeito emocionado e de despedida.
 
Do plantel desta época, juntamente com Carioca, Saúl e Bruno Lemos, Pedro Galrinho é dos jogadores que estão há mais tempo no Atlético. Começou no Azinhaga Atlético Clube e veio para o Riachense em 2003, passando apenas uma época de interregno no Torres Novas. O estatuto de patrão da defesa e a personalidade dentro do campo deram-lhe a braçadeira que antes tinha sido de Miguel Cunha. “Gosto muito do clube, gosto de toda a gente e só tenho a agradecer a oportunidade que me deram de ter crescido como jogador e como pessoa neste enorme clube. Mas chegou o momento de terminar. Ao longo destes anos dei tudo em prol do clube e fico muito feliz por fazer parte da história do Riachense e duma década gloriosa e de títulos”. Pelo Atlético conquistou três títulos de campeão distrital da 1.ª divisão, duas Taças do Ribatejo, duas Supertaças Distritais. Pelo Azinhaga ganhou um campeonato da 2.ª divisão, uma Taça do Ribatejo e, pelo Torres Novas, uma Supertaça.
 
Da conversa, o velho capitão despede-se com um conselho: “a minha opinião é muito clara e objectiva: se o clube não começar a preparar a próxima época rapidamente, corre um sério risco de cair num marasmo total tal como aconteceu com tantos clubes históricos. É tempo de união de todos os riachenses e de fazer erguer este grande clube e voltar a colocá-lo no lugar que merece.  A mim só me resta dizer a todos um grande obrigado”.

Pedro Galrinho e Carioca já não vão jogar mais pelo Atlético. Bruno Lemos e Saul ainda regressarão?





Actualizado em ( Quinta, 05 Fevereiro 2015 12:50 )  
{highslide type="img" height="200" width="300" event="click" class="" captionText="" positions="top, left" display="show" src="http://www.oriachense.pt/images/capa/capa801.jpg"}Click here {/highslide}

Opinião

 

António Mário Lopes dos Santos

Agarrem-me, senão concorro!

 

João Triguinho Lopes

Uma história de Natal

 

Raquel Carrilho

Trumpalhada Total

 

António Mário Lopes dos Santos

Orçamentos, coisas para político ver?
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária
Faixa publicitária