o riachense

Sbado,
05 de Dezembro de 2020
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Se não conseguir maiores apoios, Atlético desiste do CNS

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«O clube não pode continuar a viver acima das suas possibilidades. Nas condições actuais, o CNS é um patamar demasiado caro para um clube como o Atlético», diz o presidente. Mas a desistência implica a queda à 2.ª divisão distrital
 
É público que o Atlético Riachense atravessa graves dificuldades financeiras e se não conseguir, a breve prazo, mais apoios, a continuidade do clube no CNS estará mesmo em causa. Quem o diz é Luís Carlos Dias, que não escamoteia as dificuldades orçamentais.
 
“Desde o princípio que a direcção tinha consciência das dificuldades e sabia que as receitas garantidas não cobriam o total das despesas estimadas para a época” afirma o presidente do clube, acrescentando que “no balanço efectuado em Novembro essa fragilidade financeira ficou bem patente e por isso fomos obrigados a reduzir despesas, dispensando alguns jogadores que mais caros ficavam ao clube”.
 
Saíram Sandro Gomes, Natalino e Marquinho e o guarda-redes Telmo também abandonou o clube. No total, a factura mensal com jogadores reduziu-se em cerca de 1200 euros, mas, ainda assim, Luís Carlos Dias afirma que “as despesas continuam a ser superiores às receitas, pelo que é necessário continuar com as acções de angariação de fundos para equilibrar as contas”.
 
Para levar a época até ao fim sem maiores sobressaltos, a estimativa das necessidades de receitas extraordinárias é de cerca de vinte mil euros, que só poderão vir do apoio de sócios e amigos do clube, através de donativos e da participação nas iniciativas quer irão ser organizadas com esse fim, avisa o dirigente.
 
A primeira dessas iniciativas já está a decorrer e trata-se de uma campanha de recolha de donativos em dinheiro junto dos sócios, simpatizantes e amigos. Dos resultados dessa campanha, que decorrerá até 18 de Janeiro, dependerá a continuidade, ou a desistência, da participação no CNS. O balanço da situação financeira do clube será feito nessa altura, em que o campeonato pára duas semanas, antes de se iniciar a segunda fase.
 
Diz Luís Carlos Dias, que “se nessa altura não houver perspectivas de melhoria financeira, não vamos continuar a assumir despesas que depois não consigamos pagar”. A desistência do campeonato seria um facto inédito na vida de um clube com um historial de mais de oitenta anos mas, como refere o presidente, “o clube não pode continuar a viver acima das suas possibilidades. Nas condições actuais, o CNS é um patamar demasiado caro para um clube como o Atlético”.
 
Questionado sobre a verba que o clube tem arreceber da FPF relativa ao totonegócio, cerca de 43 mil euros, diz que já não acredita que esse valor entre nos cofres do clube. Segundo a versão mais recente, o Estado continua a reter essa verba, depois de ter prometido libertá-la há cerca de dois anos quando a Federação pagou cerca de 20 milhões de euros ao Estado por conta dos clubes devedores, referentes às contas do chamado totonegócio.
 
“A FPF foi enganada pelo Estado”, diz Luís Carlos “e os clubes com o Atlético Riachense que eram credores, ficaram prejudicados”.

Joel, Negrete e Nuno Paulo estão de regresso
A saída de alguns jogadores nesta fase crítica tornou o plantel curto para um campeonato como o CNS e, sem recursos para conseguir o concurso de futebolistas vindos de fora, o Atlético virou-se para dentro e foi buscar reforços a jogadores que já não estavam em actividade e que vestiram a camisola alvi-negra noutras épocas.
 
É o caso do guarda-redes Joel, do trinco Nuno Paulo e do médio Negrete. A estes juntam-se, como reforços de Inverno, o médio Nelson Vicente, o avançado Ferreira e o defesa Gonçalo, que fizeram parte do plantel inicial desta época e que tinham abandonado prematuramente em divergência com o anterior técnico, Paulo Costa.
 
Refira-se entretanto que Telmo vai ser o guardião do U. Tomar e que Sandro Gomes vai representar o Sesimbra, da 1.ª divisão distrital de Setúbal.
 
 
 
Cobertura na bancada dos sócios
Apesar das dificuldades financeiras que atravessa, o Atlético continua a melhorar, dentro do possível, as condições do estádio Coronel Mário Cunha.
Agora foi implantada uma cobertura em parte da bancada dos sócios, que protege, pelo menos, da chuva na invernia e do sol de chapa nas tardes acaloradas de Verão.
 
São melhoramentos que têm vindo a ser feitos desde há mais de um ano e que passaram já pelo arranjo da bancada do lado da avenida e, mais recentemente pelo furo de captação de água para rega do relvado e também pelo aumento e arranjo da bancada dos sócios.
 
João Cardoso, que juntamente com Diamantino Maurício, José Franco, Manuel Matias e Adelino, da Trimarluz, constituem a comissão que arrancou com estas melhorias, e têm ainda novos arranjos em mente, que passam, a breve prazo, por nivelar o terreno acima da bancada, com aplicação de uma camada de tout-venant, e da recuperação das instalações do bar da bancada de forma a dotá-lo de condições de utilização.
 
Na cobertura que foi agora colocada na bancada, e no degrau que foi acrescentado, foram gastos cerca de dois mil euros, provenientes de donativos de sócios e amigos do clube mas, os apoios têm sido também de algumas empresas locais, quer em oferta de materiais, quer noutro tipo de apoios, como foi o caso do furo que foi suportado por uma empresa de Riachos e a própria bomba para extracção da água que foi oferecida por outra empresa.
 
Importante foi também o apoio da Junta de Freguesia, que continua disponível para apoiar, como nos refere João Cardoso, que acrescenta ainda o agradecimento à Academia do Bacalhau por ter apoiado financeiramente os trabalhos realizados
 
Actualizado em ( Quinta, 18 Dezembro 2014 13:35 )  
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