o riachense

TerÁa,
25 de Abril de 2017
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A cultura, o desporto, a política e o dinheiro

1
Saltam √† vista sinais preocupantes para a vida cultural de Torres Novas, conhecida desde h√° poucos anos como a principal refer√™ncia no distrito, um pilar, uma pedrada no charco regional da diversidade e acesso a espect√°culos de qualidade. Para simplificar designa-se as actividades art√≠sticas e de entretenimento pelo termo ‚Äėcultura‚Äô.
 
Parece que os problemas surgiram todos ao mesmo tempo: a not√≠cia da prov√°vel extin√ß√£o da Turrisespa√ßos, a chamada de aten√ß√£o dos funcion√°rios da empresa para a pouca produtividade dos servi√ßos p√ļblicos an√°logos (um lugar-comum que n√£o p√°ra de se reproduzir), a resposta √† altura dos funcion√°rios da C√Ęmara, o cancelamento das festas da cidade porque se esgotou o dinheiro na Feira Medieval e, por fim, desemboca-se na sa√≠da do director art√≠stico do Virg√≠nia para voos mais altos.
 
Vem a√≠ agora o grande teste √† perenidade da ambiciosa pol√≠tica cultural da C√Ęmara, iniciada h√° oito anos. Come√ßa a surgir a estranha, mas demasiadas vezes comum, sensa√ß√£o de que se queimaram os foguetes todos depressa demais.
 
Lembramo-nos tão bem das agendas culturais (cuja intensidade tem ultimamente chegado às actividades desportivas) de encher o olho, colmatadas com umas ecléticas Festas do Almonda, como uma espécie de agenda do Vírgina duplicada e condensada numa semana de grande riqueza programática celebrando a aposta nos espectáculos (e agora no desporto) como elemento decisivo de atracção de visitantes e potenciador da qualidade de vida dos habitantes.
 
Devemos então habituarmo-nos à redução drástica da oferta cultural e desportiva na nossa terra? O verão poderá ser quente no tratamento deste problema.
 
As preocupa√ß√Ķes dos trabalhadores da Turrisespa√ßos, expostas na Assembleia Municipal, s√£o bem justificadas ao verificarmos as implica√ß√Ķes decorrentes da necess√°ria abertura de concursos p√ļblicos para a admiss√£o de funcion√°rios e as complica√ß√Ķes bem conhecidas pelas C√Ęmara, hoje em dia, para abrir lugares no quadro, em especial se forem 30 de uma vez.
 
E a preocupa√ß√£o estende-se √†s org√Ęnicas que gerem os equipamentos desportivos, cujo livre acesso em boas condi√ß√Ķes de funcionamento, em tempos democr√°ticos, sempre fez parte do direito das popula√ß√Ķes.
 
Se n√£o existissem os limites legais para a C√Ęmara financiar a receita da empresa atrav√©s da contrata√ß√£o de servi√ßos pod√≠amos dizer mais uma vez: a ideia √© boa, mas a C√Ęmara n√£o tem dinheiro para ela.

2
Inauguramos nesta edi√ß√£o a rubrica Caf√© Central. Nele, Carlos Tom√© regressa ao estilo de escrita em que recupera pequenas mem√≥rias de gente de Riachos, neste caso de gente casti√ßa que frequentou o Caf√© Central no final da d√©cada de 1960 e em toda a d√©cada de 70. Com base em pequenos acontecimentos, express√Ķes ou caracter√≠sticas dos personagens, conhecidos de todos, nem que seja pelo nome, vai ligando a narrativa a outras mem√≥rias de Riachos dessa √©poca, numa mistura suculenta entre realidade e fic√ß√£o. S√£o hist√≥rias que resultam de uma vis√£o pessoal, mas baseadas em factos. Esperemos que desfrute tanto delas quanto n√≥s.

Actualizado em ( Quinta, 10 Julho 2014 15:41 )  

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