o riachense

SŠbado,
21 de Julho de 2018
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José Moreira

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 Um país nas nossas mãos


Vamos arregaçar as mangas e ajudar a resolver a crise do nosso país. Será possível que possamos fazer a diferença?
Às crianças vamos ensinar que o mais importante não é o brinquedo mas sim a brincadeira. A felicidade não está em ter 30 prendas no Natal, mas sim em saber tirar o máximo partido daquilo que temos. E sobretudo os amigos com quem partilhamos. Redes virtuais não podem substituir a interacção real.
Se formos alunos vamos preocupar-nos em absorver o m√°ximo de informa√ß√£o. Vamos aprender a respeitar professores e colegas. Vamos ter consci√™ncia que este est√°gio da vida custa muito dinheiro ao pa√≠s, pelo que √© nosso dever fazer com que valha a pena. S√£o estas as ferramentas que levamos para a vida profissional. O que fazemos no nosso percurso escolar vai ter um papel decisivo no resto das nossas vidas. N√£o tenham a m√≠nima d√ļvida!
Enquanto desempregados vamos √† luta sem pudores, nem orgulhos. E caso n√£o nos d√™em oportunidades, aprenderemos um of√≠cio e criaremos o nosso emprego. Afinal, antes da Revolu√ß√£o Industrial contavam-se pelos dedos das m√£os as empresas que existiam e as pessoas que trabalhavam por conta de outrem. Vamos em frente sem receios. N√£o h√° nada mais dignificante que sentirmos que fazemos algo √ļtil para a sociedade.
Enquanto trabalhadores vamos ser pragmáticos e faremos com que a nossa jornada de trabalho conte. Vamos acrescentar valor para a organização onde estamos inseridos. Se tivermos uma atitude positiva, espírito de melhoria e uma diferenciação pela qualidade, acabaremos por colher melhores frutos. Mesmo que não seja no imediato, vale a pena tentar. Um bom profissional terá sempre melhores oportunidades de progredir ou de arranjar um melhor emprego.
¬†Enquanto aposentados vamos fazer uso de parte do tempo dispon√≠vel em prol da comunidade. N√£o vamos ficar acorrentados em frente √† televis√£o horas sem fim e se estivermos com sa√ļde, porque n√£o abra√ßarmos em regime de voluntariado alguma causa ou um movimento c√≠vico que seja gratificante? A reforma √© s√≥ mais uma etapa na vida. N√£o deve ser encarada como um atestado de invalidez.
Enquanto consumidores, faremos escolhas responsáveis. Daremos preferência à economia local, procuraremos produtos nacionais e zelaremos pela emissão da factura. Privilegiaremos empresas que tributem os seus lucros em Portugal e não no estrangeiro. Quanto mais perto de nós ficarem os Euros que gastamos, maior é a probabilidade de voltarem ao nosso bolso!
Enquanto eleitores deslocar-nos-emos sempre às urnas. Reduziremos os níveis de abstenção, ainda que possamos e devamos manifestar o nosso descontentamento com votos em branco. Mostraremos aos políticos actuais que existe espaço para alternativas sérias e responsáveis. O populismo demagogo e as falsas promessas eleitorais como estratégia de caça ao voto, têm que acabar.
Ainda que estas medidas não sejam suficientes para resolver todos os males de que o País padece, é com pequenos gestos como estes que nos tornaremos cidadãos exemplares. E cidadãos exemplares que exijam governantes exemplares dão origem a países excepcionais!
Abrace estas ideias! Portugal precisa de si.
Actualizado em ( Quarta, 04 Dezembro 2013 17:06 )  
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