o riachense

Sexta,
19 de Julho de 2019
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Joaquim Santana

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Uma ideia para Riachos

Riachos - Vila

A visão que temos sobre Riachos enquanto Vila é praticamente nula, pois os benefícios para a população foram pouco mais que zero. Só ficamos com o estatuto de Vila, mas tão pobre e necessitados de vários serviços, como se continuássemos Aldeia.
 
Já aquando da passagem de Aldeia para Vila, há uns anos atrás, tivemos a oportunidade de dar a nossa opinião, dizendo o que na altura pensávamos que seria bom para uma parte das gentes que viviam em Riachos.
 
Indicámos o poderem ser tratados em Riachos, na Junta de Freguesia, alguns dos simples problemas que afectavam a população, em vez de se deslocarem a Torres Novas. Mas o que aconteceu nesse sentido foi nada e, passados mais de trinta anos, estamos ainda pior, porque todos nós envelhecemos e precisamos ainda mais que nos ajudem. Se alguns dos serviços estivessem perto, naturalmente seria melhor para todos, especialmente para os mais idosos.
 
Sabemos que a passagem de Riachos a Vila, durante uns anos foi motivo de alegria para muitos Riachenses, tínhamos grande prazer de dizer que “Riachos é Vila”. 
 
Exigia-se, por isso, uma melhor atenção dos Governantes Regionais daquela altura, mas também dos que se seguiram. Verificamos que não foi só na falta de serviços de secretaria, mas também muitas coisas estão completamente desprezadas, embora algumas sejam remediadas ligeiramente, tudo por falta de atenção de quem é responsável pelos serviços. Serviços que deviam ser da responsabilidade da Câmara Municipal, mas que parece que não são, talvez por não terem vagar para se deslocar a certos locais da nossa Freguesia e verificarem o que está mal. 
 
Não queremos dizer que não se tenham feito algumas obras de interesse para Riachos. Falo por exemplo do “Parque Escolar da Raposa”, de duas ou três “rotundas”, de uma rua que foi remodelada com águas, saneamento e alcatroada, mas pouco mais podemos dizer.
 
Os responsáveis da Freguesia naturalmente que desejavam fazer algumas obras e resolver outros tantos problemas, para que as pessoas vivessem com satisfação. Isto poucas vezes tem acontecido, foram feitas poucas obras da responsabilidade da Junta de Freguesia, os anos foram passando fazendo-se muito pouco. 
É pouquíssimo o dinheiro que anualmente a Junta recebe para poder trabalhar independentemente. Está aqui o grande problema para se poder tornar um pouco mais livre e poder fazer alguma coisa de bom e de interesse a favor da população. 
 
De quem será a culpa? Será Nacional ou Regional?   
 
Repare-se no desleixo em que estão algumas ruas, nas estradas de ligação ao campo e a outras povoações vizinhas, nos pequenos jardins e nos vários espaços onde antigamente jogávamos à bola e noutros locais da Freguesia.
 
No dia-a-dia encontramos lixo espalhado por todo o lado, por vezes metendo nojo. Em dias ventosos o lixo anda pelo ar, perturbando a saúde dos habitantes desta nossa Terra. Os poucos jardins que por aqui existem estão cheios de ervas secas, devido à falta de rega.
 
Durante anos pedíamos responsabilidades à Junta de Freguesia e à Câmara Municipal. Hoje já ninguém sabe a quem pedir responsabilidades. 
Como dizíamos há uns anos atrás, e que poderia ser feito - parece-me que não foi só o dinheiro que faltou, pois o Estatuto de Vila podia e devia dar-nos outras garantias que nunca chegamos a ter - era um serviço mais alargado na sede da Junta, para isso era necessário a deslocação de um funcionário da Câmara para tratar da aceitação de requerimentos, vários pagamentos, algumas licenças e dar outras informações que podiam ser resolvidas na Freguesia. 
 
O que temos conhecimento é que para tratar de muitos dos pequenos problemas das nossas vidas, é necessário ir à sede do Concelho, muitas vezes com dificuldade para muitos dos contribuintes, já de idades avançadas, com pouca possibilidade de se movimentarem, e depois andarem perdidos pelas Secções, sem saberem onde hão-de ir para tratar desses problemas burocráticos, perdendo imensas horas, por vezes para pagarem o consumo da água, ou outros pequenos serviços, sujeitando-se muitas vezes ao corte de água e a coimas injustas, devido à grande dificuldade de se deslocarem à sede do Concelho.
 
Lembramo-nos que no princípio dos anos setenta do século passado, quando parte de Riachos passou a ter água ao domicílio e saneamento, todos os requerimentos de contratos e o seu pagamento foram feitos no antigo edifício da Junta de Freguesia na Rua dos Cingeleiros, que na altura só abria à noite, mas durante umas semanas abriu durante o dia, tendo a Câmara Municipal deslocado para Riachos um funcionário, para atender as pessoas que ali queriam tratar desses problemas, evitando que muitos dos trabalhadores e idosos de Riachos se deslocassem da sua Terra até à sede do Concelho. 
 
Sabemos também que foi com grandes dificuldades que se resolveu este problema, devido à burocracia dos serviços. Mas tudo foi ultrapassado na altura com a boa vontade de alguns dos responsáveis da Câmara Municipal.
 
Depois de Riachos passar a Vila, muitas destas coisas poderiam ser resolvidas tal como foram naquela altura, para bem da sua população idosa que sempre teve dificuldade em se deslocar, mas tudo ficou na mesma.
 
Não falo do pouco apoio às Colectividades que atravessam momentos difíceis, porque naturalmente a Junta de Freguesia não tem verbas próprias para as subsidiar, por isso o seu apoio é relativamente pequeno mas sabemos que tem sido de boa vontade, resolvendo o problema de algumas com a dispensa de instalações para as suas sedes. As Colectividades estão sempre à espera de um pouco mais.  
 
Volto a dizer que uma Terra como Riachos, com Estatuto de Vila há mais de trinta anos, merecia ter uma Junta de Freguesia apetrechada de todos os meios necessários, a servir minimamente os seus habitantes. Não sabemos legalmente da possibilidade de modificar muitos destes assuntos, mas seria bom rever este problema, que naturalmente ajudaria a resolver outros.
 
Para as grandes obras e alterações a fazer nas estruturas da Freguesia, que são necessárias, naturalmente haverá Riachenses com mais conhecimentos, que irão dar a sua opinião para bem da nossa Terra.
 
Sem estas pequenas regalias, para nada vale o Estatuto de dizermos que “Somos Vila”.
 
Actualizado em ( Quinta, 24 Setembro 2015 15:47 )  
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